| Reggie visita o Brasil e site UOL Jogos faz entrevista | |
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| Tweet Topic Started: 1 Nov 2011, 13:41 (387 Views) | |
| BLUESPEED | 1 Nov 2011, 13:41 Post #1 |
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Conforme prometeu na E3, em junho, Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, enfim visitou o Brasil – mais especificamente, São Paulo. Não foi em setembro, como programara originalmente, mas ainda assim o executivo arrumou tempo para visitar revendas oficiais e até a Santa Ifigênia, região conhecida pelo mercado informal de eletrônicos. Reggie reforçou sua crença de que, trabalhado da forma certa, pode ser o maior da América Latina. E disse também que a Nintendo tem plenas chances de deixar Sony e Microsoft para trás e assumir a liderança desta indústria. Só faltou dizer como: Reggie não está muito animado com as conversas entre Nintendo e Governo, no sentido de rever a carga tributária que incide sobre videogames no país. Tampouco quis falar sobre a possibilidade de fabricar jogos e consoles localmente, ainda que tenha deixado no ar esta possibilidade. Leia você mesmo a entrevista concedida ao UOL Jogos e tire as suas conclusões: UOL Jogos: Por que visitar o Brasil e, sobretudo, por que visitá-lo neste momento? Reggie Fils-Aime: Porque o Brasil é um mercado muito importante e, no futuro, pode ser o 3º maior das Américas em termos de volume, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá. Por que vir agora? Bem, acabamos de lançar formalmente o Wii no Brasil e, meses atrás, o 3DS. Além disso, temos muitos produtos importantes vindo aí, como “Zelda: Skyward Sword”, “Super Mario 3D Land” e “Mario Kart 7”. Também é uma chance, para mim, de falar com as revendas e com os consumidores. UOL: Falando em revendas, além de visitar as oficiais, você esteve na Santa Ifigênia? Reggie: Sim, ontem [segunda-feira] visitei alguns mercados informais para ver o que que está acontecendo lá e para entender os tipos de produto que estão sendo oferecidos. Vi produtos do Japão e de outros mercados pelo mundo. UOL: E o que você achou do mercado informal brasileiro? Tem alguma característica diferente daquele encontrado no México, por exemplo: Reggie: Eu diria que não é tão parecido em mercados como o do México ou alguns dos mercados asiáticos. São vendedores que estão procurando uma maneira de se sustentarem e que investem em consumidores que amam nossos produtos. UOL: Nos últimos anos o discurso da Nintendo, em geral, é o de que o Brasil é um mercado importante e que a empresa está buscando formas de melhor estar presente por aqui. Ao mesmo tempo, é a única entre as três grandes que ainda importa jogos e consoles – e, portanto, os preços não ajudam. Quanto tempo o consumidor ainda terá que esperar por alguma mudança? Reggie: Vamos por partes: você e eu falamos sobre este assunto diversas vezes, ou seja, que este mercado é importante e que precisamos encontrar a melhor forma de atingir nossos objetivos e visão no Brasil. Temos um parceiro muito importante nesta jornada, que é a Gaming do Brasil [ex-Latamel]. Passo muito tempo com eles e vou passar ainda mais, porque eles são uma autêntica extensão da Nintendo no Brasil. Em relação aos nossos planos de fabricação ou como nós vamos lidar com este mercado, não há nada que eu possa lhe falar agora. UOL: O que é mais fácil, na sua opinião: o Governo rever a carga tributária que incide sobre os games ou a Nintendo optar pela fabricação local? Reggie: Sabe... (risos), temos falado com o Governo há muito tempo. Estou prestes a completar meu 8º aniversário na Nintendo e desde o primeiro ano temos falado com o Governo brasileiro sem ver muito progresso. Em relação à fabricação local, o mais importante é encontrar os melhores parceiros de negócio e a melhor forma de fazer este processo acontecer. UOL: Já que você falou em encontrar parceiros de negócio, a Foxconn, que é parceira da Nintendo no exterior, foi autorizada pela Suframa a fabricar jogos e consoles no Brasil. Isso tem algo a ver com a Nintendo? Reggie: Não há nada que eu possa comentar ou dizer sobre isso. Você está certo: a Foxconn fabrica para a Nintendo no Oriente, mas eu não posso falar nada a respeito do que está acontecendo no Brasil. UOL: Você não acha um estranho um Xbox 360 ser mais barato que um Wii no Brasil? Reggie: É muito estranho. Mas, isso dito, o que eu vi em relação aos nossos competidores por aqui foi muitos produtos por preços variados. Também vi meus competidores no mercado informal. Por isso, eu diria que a Nintendo continua tendo oportunidades significativas para liderar o mercado de games no Brasil e para atingir um público de massa. Na minha opinião, temos a melhor chance entre todas as empresas de videogame para fazer isso, sejam com nossos produtos ou, é claro, com preços também. UOL: Desde a E3 não ouvimos falar muito sobre o Wii U. A quantas anda o sucessor do Wii? Reggie: Quando mostramos o Wii U em junho, deixamos claro que seria um produto para 2012, especificamente após abril do ano que vem. Neste momento, para o Natal estamos completamente focados no 3DS, no Wii e nos jogos que vamos lançar. Após o Natal vamos começar a falar mais sobre o Wii U e, na próxima E3, exibi-lo uma vez mais. UOL: Após o lançamento de “Zelda: Skyward Sword”, o que será do Wii? Reggie: Mais bons games. Muitos me perguntam se “Zelda: Skyward Sword” é o último grande jogo para o Wii e a resposta é não. Vamos falar mais sobre os próximos jogos para Wii no final de dezembro ou no início de janeiro. UOL: Que lições a Nintendo aprendeu com o lançamento do 3DS? Reggie: O lançamento do 3DS foi muito interessante: o portátil causou uma ótima impressão na E3 2010, teve uma pré-venda excelente e vendeu mais na 1ª semana de lançamento do que qualquer outro portátil. Então, tivemos muitos acertos com o 3DS. Mas em termos de lições aprendidas, precisamos nos assegurar de que tenhamos uma forte linha de jogos quando lançarmos um hardware – em especial, de títulos da Nintendo. E, olhando para trás, talvez não tenha sido a melhor linha de jogos que podíamos fazer para o 3DS. Também é importante que os recursos digitais do hardware estejam disponíveis logo de cara. No 3DS, os recursos digitais vieram depois. E foi por isso que as vendas não foram tão boas assim, o que nos obrigou a tomar algumas decisões drásticas e reduzir o preço. Desde que fizemos isso, e com o lançamento de “Zelda: Ocarina of Time” e dos recursos digitais adicionais, nossas vendas têm sido muito boas. E temos expectativas altíssimas para o 3DS nesse Natal. Fonte: http://jogos.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/11/01/em-visita-ao-brasil-presidente-da-nintendo-diz-que-empresa-tem-plenas-chances-de-liderar-o-mercado-local.htm |
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| BLUESPEED | 2 Nov 2011, 17:14 Post #2 |
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Outra entrevista dele, agora feita para o G1: Nintendo não acredita na redução de impostos para games no Brasil Presidente da empresa, Reggie Fils-Aime, estuda o mercado nacional. 'Tentamos trabalhar com o governo, mas não deu certo', disse. ![]() Em sua primeira visita ao Brasil, o presidente da Nintendo of America, Reggie Fils-Aime, quis saber os motivos que lhe dão tanto trabalho para lançar consoles e jogos no país: os impostos sobre os videogames e as dificuldades de trazer produtos importados. Entretanto ele não culpa o governo brasileiro. "É um problema de Nintendo", disse ao G1. "Estou aqui para entender as dificuldades de trazer os produtos para cá". Para isso, ele contou que arrumou tempo para visitar grandes redes varejistas e, também, para visitar o centro da cidade de São Paulo, onde conheceu o mercado informal de games. Embora afirme que tentou trabalhar com o governo brasileiro para reduzir os impostos e que seja difícil fabricar consoles aqui. Fils-Aime acredita que o país pode ser o terceiro maior mercado das Américas, atrás de Estados Unidos e Canadá nos próximos anos. G1 - O que fez você vir ao Brasil? Reggie Fils-Aime – O propósito da minha visita ao Brasil é por conta de que lançamos o Nintendo 3DS oficialmente no país no verão norte-americano. Lançamos também o Wii oficialmente. É importante visitar os varejistas para ver como tudo está indo. Acho importante entender o mercado nacional e, para isso, precisa-se sair para ver nossos consumidores, ver o que acontece por aqui. Assim, podemos pensar em trabalhar em um longo prazo para maximizar esta economia crescente e a base instalada local. G1 - Qual é este potencial que a Nintendo enxerga no mercado brasileiro de games? Fils-Aime – O mercado brasileiro representa uma grande oportunidade para a Nintendo. Primeiro, apenas tendo um bom contato com os principais varejistas daqui, disponibilizamos nossos produtos para consumidores que antes não conseguíamos atingir. Mas talvez o mais importante seja que o Brasil tenha crescido tão bem economicamente que, quando falamos de crescimento na nossa audiência, não falamos apenas em atingir consumidores que nunca jogaram videogames antes. Aqui, pretendemos alcançar pessoas que talvez nunca tiveram condições de comprar um videogame. Pessoas que, por conta disso, não entendem a diversão que o videogame traz. Para nós, isso é uma oportunidade grande de negócios. Continuo acreditando que na área que eu trabalho, Estados Unidos, Canadá e América Latina, o Brasil, em curto prazo, pode ser o terceiro maior país em toda a América. É uma grande oportunidade. G1 – Entretanto, algumas empresas enxergam o mercado de games brasileiro como algo muito pequeno em comparação ao tamanho do país... Fils-Aime – Eu concordaria com essa afirmação, mas o mais importante é entender o motivo disso. A razão é que os videogames entram e saem do país de maneira informal. O que quero dizer é que é preciso habilidade para chegar a um varejista como Saraiva, Fnac, Wal-Mart, entre outros. Em alguns você encontra [os produtos] e em outros não. O primeiro passo para Brasil se tornar um mercado grande é fazer com que os produtos estejam disponíveis oficialmente. Apenas recentemente os três consoles domésticos da atual geração foram lançados oficialmente por aqui. Acho que isso [o atraso no lançamento] limitou as oportunidades de negócios por aqui. G1 – A pirataria acaba sendo um fator importante nas decisões da Nintendo no Brasil? Fils-Aime – Ontem [segunda-feira, 31 de outubro] fui conhecer o mercado informal no centro da cidade [de São Paulo]. Tenho que confessar que achei muito menos produtos pirateados do que esperava. Isso me mostra que as oportunidades no Brasil são significativas. A classe média cresce no Brasil por conta da boa economia e da quantidade de empregos. Com isso, o consumidor está procurando produtos oficiais. Eles querem a garantia, querem saber que o produto vai funcionar direito e que o valor pago pelo entretenimento estará lá. Vimos este padrão acontecer em muitos países: primeiro, há um mercado grande de produtos piratas. Depois, há um mercado mais formal e, em seguida, ele começa realmente a crescer. O México está neste caminho e a Coreia do Sul passou por este processo. Isso sugere um grande potencial aqui no Brasil. G1 – Ter os videogames e os jogos em português no país faz a diferença para os consumidores. O 3DS já tem seu sistema traduzido. Quando veremos os jogos traduzidos para o português? E o Wii U, terá o sistema e os jogos em português? Fils-Aime – Com o Nintendo 3DS, fizemos um compromisso de fazer o sistema em português antes de saber o volume das vendas. Agora, precisamos ver as vendas do portátil e dos jogos para sabermos se esta decisão foi válida. Com isso, iremos considerar lançar consoles e jogos no idioma local. Mas reconhecemos que para fazer o mercado crescer e para fazer o produto ter apelo para todos, é necessário que eles cheguem em português. G1 – O preço dos videogames ainda é muito calto para a grande maioria das pessoas. Quais os meios que a Nintendo estuda para tornar os preços mais acessíveis no país? Fils-Aime – Para nós, o primeiro passo é entender como trabalhar com os canais do governo em como trazer os produtos para cá. Temos que trabalhar com os portos, com os centros de distribuição e entender como isso funciona. Ainda, temos que entender como isso adiciona aos custos [da operação]. Estamos passando por este aprendizado agora. O próximo passo é continuar pensando em como trazer os produtos para o mercado da maneira mais eficiente. Ainda temos que levar em conta os encargos e taxas do governo, e isso é extremamente complicado. Mas no final, o consumidor não quer saber disso. Temos que pensar em como trazer a mágica da Nintendo para o maior número de consumidores possível. É isso que precisamos trabalhar. G1 – Os consumidores querem os games no mesmo dia de lançamento dos EUA. Parece que não adianta lançar jogos muito tempo depois no país, já que os fãs vão comprar o jogo antes no mercado informal. O que Nintendo enxerga sobre essa situação? Fils-Aime – Nossa meta é lançar consoles e jogos no mesmo dia que nos Estados Unidos aqui e em ouros lugares. Entretanto, enquanto trabalhamos muito para cumprir essa meta, há desafios. Um exemplo: o Nintendo 3DS na cor vermelha foi enviado para o Brasil com antecedência, mas ele está parado em um porto, esperando ser liberado pela alfândega! Fizemos o que podíamos, mas por conta de uma situação adversa, ele chegará aqui atrasado. Precisamos entender todas estas complexidades para poder contorná-las da melhor maneira o possível para fazer as coisas do jeito certo para o consumidor. Isso significa lançamentos no mesmo dia, em português, acessível para o maior número de pessoas o possível. Isto são as coisas certas a se fazer e estamos motivados para realizar isto. G1 – Você falou de pirataria, das altas taxas, visitou o mercado informal da capital. Qual a solução que você vê para o mercado de games nacional? Fils-Aime – A solução deve ser encontrada pela Nintendo. É um problema a ser resolvido pela Nintendo. Estou na empresa há mais de oito anos e neste tempo todo tentamos trabalhar com o governo brasileiro, mas não deu certo. Neste ponto, é nossa responsabilidade ter soluções e planos para resolver o problema. G1 – Você acha que o governo brasileiro não vai reduzir os impostos para videogames? Fils-Aime – Em oito anos eu não vi nenhum indicativo dessa mudança. Quero ser claro, isto não é problema do governo ou dos consumidores, é da Nintendo. Por isso, trabalhamos muito neste mercado, temos um parceiro, a Gaming do Brasil, temos armazéns. Estamos comprometidos para resolver isso, mas não é fácil. G1 – Qual a dificuldade de se fabricar um videogame da Nintendo no Brasil? Sendo a Foxconn parceira da Nintendo, ela poderia fabricar os consoles aqui? Fils-Aime – É muito difícil. São produtos de alta precisão e o ambiente de fabricação precisa ser altamente especializado. Historicamente, temos um número muito pequeno de fábricas no mundo que produzem para nós. Você citou a Foxconn. Ela é uma parceira nossa que fabrica produtos na China. Eles também olham para o Brasil e tentam ver como produzir localmente. Não é fácil. Mas estamos comprometidos a resolver este problema. G1 – Como você enxerga o mercado de games brasileiro daqui dois ou cinco anos? Fils-Aime – Eu adoraria ver em um futuro próximo todos os aparelhos e jogos da Nintendo vendidos no Brasil, traduzidos e acessíveis para a massa de consumidores. Em cada lugar que a Nintendo consegue ser efetiva e traz produtos traduxzidos e acessíveis, além de ter todos os produtos disponíveis. É isso que quero ver aqui. G1 – Qual a expectativa para a Nintendo neste final de ano, o primeiro do 3DS, e com games como “Super Mario 3D Land” e “The Legend of Zelda: Skyward Sword”? Fils-Aime – Acredito que a Nintendo terá uma temporada de final de ano forte. Estamos em um bom momento no mercado com o Nintendo 3DS. A resposta dos consumidores foi muito boa com jogos como “Star Fox 64 3D” e “Pokémon Rumble Bast”, e acredito que veremos o mesmo com jogos como “Super Mario 3D Land” e “Mario Kart 7”. ![]() O Wii também terá um bom resultado. O novo game de Kirby está vendendo bem e o novo “Zelda” é muito bom. Tenho jogado e, falando com quem já o jogou, todos gostaram. Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/11/no-brasil-presidente-da-nintendo-nao-ve-reducao-de-impostos-para-games.html edit: destaquei em vermelho o que achei um cúmulo... Edited by BLUESPEED, 2 Nov 2011, 17:27.
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